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Como cuidar da saúde após a enchente

Como cuidar da saúde após a enchente

A enchente de maio de 2024 já é considerada a pior na história do Rio Grande do Sul. Além das vidas perdidas e dos prejuízos materiais, ainda incalculáveis, a população gaúcha terá que enfrentar novos desafios quando as águas baixarem.

Um deles é o risco sanitário. Isso porque, depois da enxurrada, permanece o lodo contaminado com microrganismos causadores de doenças.

As inundações também desalojam animais peçonhentos. Ratos, aranhas, escorpiões e até cobras podem estar escondidos nas montanhas de entulho que se acumulam pelas ruas.

Diante desse cenário, é importante pensar em protocolos de higiene e segurança. Eles são extremamente necessários para a limpeza, a organização e a reconstrução de casas e empresas.

Cuidados básicos com a saúde após a enchente

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (CEVS/RS) publicou um informe técnico com orientações à população afetada pela enchente. A cartilha traz recomendações sobre a higienização dos espaços e o descarte de materiais. Veja algumas das principais recomendações:

Cuidados pessoais

É importante evitar o contato direto com água de enchente, ou mesmo com a lama, devido ao risco de contaminação. Por isso, na hora de limpar os ambientes:

Como há chance de ferimentos após a enchente, o ideal é que você tenha a vacina antitetânica em dia. O imunizante está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

Também vale procurar a unidade de atendimento mais próxima caso você identifique mordeduras ou picadas de animais.

Saiba mais: Entendo os fatores de risco relacionados às picadas de insetos

Remoção da sujeira após enchentes

Leia também: Aprenda a limpar a caixa d’água e evite riscos à saúde

Manutenção e descarte de móveis

Alimentos

Todos os alimentos que tiveram contato com água da cheia devem ser descartados. Isso vale tanto para os produtos in natura (ovos, vegetais) quanto para os embalados (arroz, feijão, salgadinho, bebidas).

A despensa não foi atingida? Ótimo. Ainda assim, jogue fora quaisquer itens que apresentem alteração de cor, cheiro ou consistência (embalagem estufada, por exemplo). Esses são sinais de deterioração por fungos.

Quanto à água para beber e cozinhar, o ideal é filtrá-la e fervê-la. Se não tiver filtro, pingue duas gotas de água sanitária para cada litro de água fervida. Aguarde 30 minutos antes de usar.

Saiba mais: Água contaminada, sinais de infecção e como se proteger

Risco de doenças aumenta após a enchente

No que diz respeito à saúde pública, as consequências de uma enchente nunca são imediatas. Esta reportagem da BBC Brasil mostra que, depois de um evento climático com tamanha magnitude, pode haver pelo menos três ondas de doenças. A saber:

1. Infecções de pele e problemas gastrointestinais

O contato com a água contaminada favorece o aparecimento de doenças diarreicas. Elas são, inclusive, a principal causa de morte por infecções após desastres hídricos.

Já a falta de água potável dificulta a higiene básica. Assim, há mais risco de alergias e problemas de pele.

Outra preocupação está relacionada a quem perdeu a casa. Aglomeradas em abrigos improvisados, onde muita gente respira o mesmo ar, as pessoas ficam mais vulneráveis ao contágio. A grande preocupação é com infecções respiratórias, como pneumonia, mas esses ambientes também apresentam as condições ideais para a proliferação de parasitas causadores de sarna e pediculose (infestação de piolhos).

2. Tétano, hepatite A e leptospirose

Essas enfermidades também decorrem do contato com água, objetos ou locais contaminados. A diferença é que os agentes causadores ficam incubados por uns dias. Ou seja: os sintomas podem demorar a aparecer.

Tanto o tétano quanto a hepatite A podem ser combatidos com vacina. No caso da leptospirose, causada por um parasita presente na urina de ratos, o tratamento é apenas medicamentoso.

Atenção: se você apresentar fadiga, febre, dores e mal-estar, busque imediatamente auxílio médico. Um diagnóstico preciso ajuda a encontrar os métodos mais adequados para curar a doença.

Leia também: As 7 piores doenças causadas por pragas urbanas

3. Dengue

Passada a inundação, é provável que todo o lixo espalhado pelas cidades gaúchas passe a acumular água parada. Esses pontos têm potencial para se transformar em criadouros de Aedes aegypti, o transmissor de dengue, zika e chikungunya.

Vale lembrar que o desastre ocorreu no outono, quando as temperaturas geralmente ficam mais baixas. E, com o frio, a atividade dos insetos tende a reduzir.

No entanto, bastam alguns dias de “veranico” para o ciclo reprodutivo voltar com tudo. Por isso, deve-se eliminar os focos de infestação de mosquitos.

Esperamos que as dicas de hoje sejam úteis. Precisando de mais orientações sobre sanitização e controle de pragas, chame a Hoffmann.

Fone: 0800 77 33 777 | WhatsApp: (51) 99749-4400. Atendemos em diversas regiões do estado do Rio Grande do Sul.

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