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Carrapato, aquele bicho grudento, causa bem mais que aflição. Ele pode ser um vetor para doenças, representando perigo a animais domésticos e até aos humanos. Por isso, vale a pena aprender alguns cuidados para lidar com essa criatura da maneira certa.

O artigo de hoje explica como ocorrem as infestações por carrapato. Veja, ainda, quais são as espécies mais comuns no Brasil e como se proteger delas no dia a dia.

Características e ciclo de vida do carrapato

Os carrapatos – ou carraças, como são comumente chamados em Portugal – podem até se parecer com outros insetos. Contudo, há características bem específicas entre eles. Veja:

Que tipo de inseto é o carrapato?

O carrapato não é um inseto. Ele pertence à classe dos aracnídeos, assim como as aranhas e os escorpiões.

Porém, ao contrário dos “primos”, esse artrópode é considerado um parasita. Afinal, se alimenta do sangue de animais – e até de humanos.

Como o carrapato se reproduz?

O ciclo de reprodução começa quando a fêmea adulta se desprende do hospedeiro. Ela deposita milhares de ovos no ambiente e morre logo em seguida.

Nesse momento, os ovos estão na fase de incubação. O tempo até as larvas eclodirem varia de 30 a 40 dias. Em condições favoráveis de calor e umidade, o processo é mais rápido – por isso as infestações são mais comuns no verão.

Depois que as larvas nascem, elas se fixam em algum hospedeiro de pequeno porte para sugar o sangue e crescer. Em cerca de dez dias, se desprendem e mudam para o estágio de ninfa, no qual permanecerão por três semanas.

Então, elas encontram um novo alvo, sugam mais sangue e se soltam novamente para atingir o estágio adulto.

Onde vive o carrapato?

Os carrapatos vivem na natureza, mas podem chegar ao interior das casas presos ao corpo de um cachorro, por exemplo. Eles também têm a habilidade de escalar paredes.

Quando se instalam dentro da residência, costumam infestar frestas do assoalho, batentes de portas e estrados de camas, entre outras peças de madeira e alvenaria.

Como saber se é carrapato ou aranha?

Para algumas pessoas, carrapato parece aranha, devido à estrutura corporal similar: quatro pares de pernas, sem asas nem antenas. Só que o bicho costuma apresentar um corpo mais arredondado, lembrando o formato de uma joaninha.

Como saber se é carrapato ou percevejo?

Os percevejos, por sua vez, têm o corpo achatado e com cabeça proeminente. Aliás, já falamos deles aqui no blog. Acesse o link ao lado e saiba tudo sobre os temidos bed bugs.

Leia também: As 5 picadas de insetos mais comuns no verão

Tipos de carrapato mais comuns no Brasil

Os parasitas representam perigo tanto no campo quanto na cidade. Enquanto os produtores rurais sofrem com infestações de carrapato nos cavalos, muitas famílias urbanas se preocupam com os cães e gatos. E com razão: o aracnídeo pode transmitir doenças graves. Saiba mais sobre as principais espécies:

Carrapato-vermelho-do-cão (Rhipicephalus sanguineus)

Também conhecido como carrapato marrom. Ele se gruda principalmente aos cachorros, podendo se abrigar na casinha desses animais e até em postes onde os dogs marcam território. Se estiver infectado com microrganismos nocivos, pode transmitir doenças caninas como erliquiose, babesiose e hepatozoonose.

Carrapato-vermelho-do-cão (Rhipicephalus sanguineus)
Carrapato-vermelho-do-cão (Rhipicephalus sanguineus)

Carrapato-estrela (Amblyomma cajennense)

O popular micuim. É encontrado em áreas silvestres, além de parques, praças e terrenos baldios nas zonas urbanas. Os hospedeiros mais comuns são cavalos e capivaras, mas esse artrópode pode atacar outros animais, inclusive humanos.

O perigo do carrapato-estrela ocorre quando ele carrega a bactéria Rickettsia rickettsii. Essa é responsável pela febre maculosa, enfermidade altamente letal.

Carrapato-estrela (Amblyomma cajennense)
Carrapato-estrela (Amblyomma cajennense)

Carrapato-amarelo-do-cão (Amblyomma aureolatum)

Outro transmissor da febre maculosa. Sua incidência é maior nos animais habitantes da Mata Atlântica. Porém, quando pessoas e pets da cidade visitam parques e reservas florestais, podem carregar acidentalmente o parasita para a casa. Portanto, tenha cuidado ao passear por esses lugares.

Carrapato-amarelo-do-cão (Amblyomma aureolatum)
Carrapato-amarelo-do-cão (Amblyomma aureolatum)

Saiba mais: 6 doenças transmitidas por pragas aos animais domésticos

Doenças do carrapato em humanos

Você provavelmente já ouviu falar na tal doença do carrapato. Na verdade, esse é um apelido aplicado a diferentes males, já que o aracnídeo pode carregar diversos vírus e bactérias patógenas.

No caso das doenças que atingem humanos, devemos destacar a borreliose de Lyme e a febre maculosa. Ambas são preocupantes, mas têm cura quando tratadas a tempo. E vale acrescentar que elas são muito mais comuns nas zonas rurais, não sendo um perigo tão sério nas cidades.

Borreliose de Lyme

A doença de Lyme é causada pela mordida do carrapato infectado com a bactéria Borrelia burgdorferi. Geralmente, é diagnosticada em pessoas que visitaram áreas florestais nos Estados Unidos.

Os sintomas incluem febre, dores musculares e inchaço nas articulações. Também é comum observar erupção cutânea no local do ataque, que deixa uma grande mancha vermelha.

Nos casos mais graves, a borreliose pode comprometer o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. Felizmente, existe tratamento à base de antibióticos.

Febre maculosa

A medicina registra algumas variedades de febre maculosa pelo mundo. Todas elas são transmitidas por carrapatos infectados com riquétsia, um tipo de bactéria.

No Brasil, o público mais vulnerável são os trabalhadores rurais, devido à exposição ao gado e a animais selvagens. Vale lembrar que os parasitas podem estar nesses hospedeiros ou, então, na grama.

Recentes casos de febre maculosa pelo país despertaram apreensão. Em 2023, houve surtos da doença em diversas localidades, inclusive com mortes. Foram pelo menos 13 óbitos no estado de Minas Gerais e sete na cidade de Campinas, interior de São Paulo.

Os sinais de febre maculosa começam com indisposição, temperatura corporal elevada e dores. Em seguida, aparecem manchas vermelhas pelo corpo. A exemplo da doença de Lyme, o tratamento também é conduzido com antibióticos.

Leia também: Pulgas em humanos – como identificar, tratar e evitar

O que acontece se uma pessoa for picada por um carrapato?

Como dissemos anteriormente, carrapatos podem carregar microrganismos transmissores de doenças graves. Agora, se o bicho não estiver infectado, então o ataque vai resultar apenas numa reação alérgica incômoda.

É possível perceber inchaço e vermelhidão no local, especialmente entre pacientes mais sensíveis. Nesses casos, pode ser indicado o uso de antialérgicos.

Carrapato tem veneno?

Não. Algumas espécies podem conter toxinas na saliva que causam lesões no sistema nervoso. Porém, os principais riscos são os vírus e bactérias transmissores de doenças.

O que fazer quando se é picado por um carrapato?

Ao encontrar carrapato fixado em você mesmo ou num animal de estimação, remova o parasita com uma pinça, puxando-o e torcendo-o. Não adianta esmagá-lo com os dedos, pois isso pode liberar microrganismos nocivos.

Em seguida, você tem duas opções. A primeira delas é jogar o carrapato em água fervente até ele parar de se mover. Somente depois disso dá para descartá-lo no lixo ou no esgoto.

A segunda opção consiste em guardar o parasita num pote fechado e levá-lo ao posto de saúde. Essa medida ajuda a identificar a espécie, o que pode ser importante no tratamento de infecções.

Saiba mais: As 7 piores doenças transmitidas por pragas urbanas aos humanos

Medidas de controle para combater carrapatos

Para controlar a proliferação de carrapatos no ambiente doméstico, primeiro você deve investir nas soluções preventivas. Confira as dicas:

  • Apare a grama e a vegetação rasteira de seu pátio com frequência;
  • Durante o serviço de jardinagem, use calça comprida com as barras por dentro do calçado, dando preferência a peças claras, que facilitam a visualização dos carrapatos;
  • Mantenha o lixo dentro de latões fechados, evitando que sirva de alimento para animais de rua (eles podem carregar parasitas);
  • Ao passear com seu cão, mantenha-o na guia para não o deixar invadir terrenos baldios, matagais e outras áreas possivelmente infestadas;
  • Inspecione o pet regularmente (atrás das orelhas, na nuca, nas patas e em todas as dobrinhas) para verificar se há presença de pulgas e carrapatos. Em caso positivo, vasculhe também a casinha, os cobertores e os demais locais que a mascote frequenta.

Para tratar pets infestados, você pode recorrer a um veneno contra carrapato. Existem comprimidos, xampus e até coleiras repelentes que funcionam muito bem. Converse com o veterinário para escolher o melhor produto.

Veja ainda: Picada de aranha – sintomas e primeiros socorros

Conte com ajuda profissional para se proteger dos carrapatos

Apesar de todos as precauções, não adianta cuidar apenas dos peludos. Ainda é preciso tratar o ambiente onde ocorre o problema.

Um carrapato pode liberar 5 mil ovos em 21 dias. Ou seja: se você notou a presença de parasitas adultos em sua casa, é provável que haja outros tantos se reproduzindo bem debaixo do seu nariz.

Nessas horas, conte com o controle de insetos e aracnídeos da Hoffmann. O serviço profissional de dedetização utiliza domissanitários, substâncias autorizadas pelos órgãos de saúde. Esse procedimento cria uma barreira protetora no local, eliminando focos de infestação e impedindo que novos parasitas se instalem ali.

E o melhor: seguindo as boas práticas, o controle de pragas não causa mal à sua família – inclusive os membros de quatro patas.

Quer saber mais detalhes? Entre em contato conosco e solicite um orçamento. Fones(51) 3545-4999 | (51) 98111-4999 | (54) 99983-5959. WhatsApp: (51) 99749-4400. Atendemos ao estado do Rio Grande do Sul.

Orçamentos para Controle de Pragas, Sanitização e Higienização de Reservatórios
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