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Sim, você leu o título corretamente. Há mais de 35 mil espécies de aranhas no mundo, então é natural que algumas sejam bem diferentes das outras. Aí logo surgem outras curiosidades. Qual é a mais perigosa do Brasil? Como se proteger dessas criaturas?

Fato é que a maioria delas provoca apenas aflição. Por outro lado, as realmente ameaçadoras, como a aranha marrom, são bastante comuns por aqui. Por isso, vale a pena se informar um pouco mais sobre os aracnídeos.

Preparamos para hoje um compilado de informações. Continue a leitura e surpreenda-se com esses seres de oito patas.

Tarântula golias como pássaros e roedores

Como dito ali no início, existe uma aranha tão grande que se alimenta de passarinhos. Estamos falando da Theraphosa blondi, ou tarântula golias.

A referência ao gigante mitológico se justifica. Um exemplar dessa espécie supera com facilidade os 20 cm de envergadura. Além do tamanho assustador, ela apresenta um comportamento agressivo contra os adversários.

Os pelos do abdômen desse aracnídeo são urticantes, capazes de provocar irritação nas vias respiratórias de quem mantiver contato. Já a picada é venenosa, embora não represente risco a seres humanos.

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O alvo da golias é outro: pequenos animais. O cardápio varia de insetos a vertebrados, como roedores e filhotes de pássaros. Ela chega a escalar árvores para atacar os ninhos! Se não houver esses seres por perto, a aranha gigante recorre ao canibalismo, ingerindo representantes da própria estirpe.

Já pensou ficar frente a frente com um bicho assim? Para isso, você precisará viajar até a floresta amazônica. Ele não é encontrado nas cidades (ainda bem!).

Chuva de aranhas pode ocorrer em municípios brasileiros

Uma aranha grandalhona mete medo, mas o que dizer de centenas de aranhinhas caindo do céu? Parece cena de filme de fantasia, mas foi notícia em Porto Alegre, em junho de 2017.

Nos primeiros dias daquele mês, a capital gaúcha amanheceu coberta de teias em pontos inusitados, como placas, cabos de energia e veículos. A impressão era de que as criaturas estivessem sobrevoando os pedestres.

Na verdade, provavelmente houve um fenômeno conhecido como balonismo. Ele acontece quando os filhotes querem se dispersar para locais mais afastados. Numa estratégia para poupar energia, o grupo tece um fio de seda e é carregado pela força do vento, como ocorre com os balões de ar quente.

Na ocasião, a cena foi perceptível porque as aranhas haviam passado muitos dias entocadas, protegendo-se da chuva. Quando o sol raiou, várias delas decidiram sair do abrigo ao mesmo tempo.

A “chuva de aranhas” é corriqueira em bosques e fazendas. Episódios semelhantes foram registrados em Santo Antônio da Platina/PR e em Espírito Santo do Dourado/MG.

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Aranha armadeira está entre as mais perigosas do mundo

Agora vem a parte preocupante. As aranhas do gênero Phoneutria estão entre as mais agressivas do mundo. Bastante comuns no Brasil, elas são conhecidas por nomes como armadeira ou bananeira, devido a características dessas espécies.

A primeira alcunha tem a ver com a posição de ataque. Quando se sentem ameaçadas, as criaturas se “armam” numa posição típica: apoiam-se nas pernas traseiras, erguem as dianteiras, abrem os ferrões e eriçam os pelos.

Já o apelido “bananeira” diz respeito ao habitat natural. Porém, apesar de ocuparem basicamente florestas e áreas campestres, elas podem viver na zona urbana. As peludas costumam se esconder sob entulhos, atrás de cortinas e até dentro de sapatos.

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A ferroada de uma armadeira causa muita dor e pode levar à morte. Isso porque a peçonha do bicho tem ação neurotóxica, ou seja, ataca o sistema nervoso da vítima. Os sintomas incluem salivação excessiva e arritmia cardíaca.

Em homens, também há registros de priapismo, caracterizado por ereções prolongadas e dolorosas. Aliás, alguns cientistas estudam o veneno dessa aranha para desenvolver tratamentos de disfunção erétil.

Primeiros socorros após picada de aranha

O Rio Grande do Sul concentra poucas espécies de aracnídeos com poder letal em pessoas. Nas cidades, uma das mais frequentes é a aranha marrom (Loxosceles sp.).

Esse bicho minúsculo se adapta com facilidade aos ambientes internos. Vive em sótãos, porões, garagens, móveis e outros lugares escuros.

Menos agressiva que a armadeira, a aranha marrom só ataca quando é comprimida contra o corpo de alguém. É o que se sucede quando você veste uma roupa ou calça uma bota em que a Loxosceles esteja escondida.

De início, surge uma dor progressiva na região da picada. A área vai ficando vermelha, podendo haver vermelhidão e inchaço. Após uns dias, cria-se uma ferida que deve ser tratada num posto de saúde.

O Centro de Informação Toxicológica do Estado (CIT/RS) sugere procedimentos padrão para acidentes com animais peçonhentos. Veja o que fazer:

– Lave o local com água e sabão;

– Deixe a vítima sentada ou deitada para dificultar a circulação do veneno;

– Se a picada for na perna ou no braço, mantenha o membro em posição elevada;

– Encaminhe a pessoa para atendimento médico;

– Ligue para o CIT/RS para mais instruções – 0800.721.3000.

O site da instituição também ensina como capturar aranhas. Coloque um pote de vidro sobre o animal e passe um papel duro por baixo. Em seguida, inverta o recipiente e faça furos na tampa para ventilar. A identificação da espécie é importante para definir o melhor tratamento contra a picada de qualquer inseto.

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Como controlar infestação de aranhas

Agora que você já aprendeu algumas curiosidades sobre aranhas, sabe que elas preferem lugares escuros para morar. Entre as precauções para evitar uma infestação, destacamos:

– Consertar rodapés soltos e rachaduras nas paredes;

– Instalar telas nas janelas, impedindo o acesso de invasores;

– Evitar o acúmulo de folhagens, lenha ou lixo nos arredores.

Cabe lembrar que aracnídeos se alimentam de insetos. Portanto, a incidência de aranhas e escorpiões num recinto pode ser indício da proliferação de outras pragas, como as baratas. Nesse caso, você deve recorrer a um serviço profissional de desinsetização (dedetização) para resolver o problema.

A Hoffmann atua no controle de insetos e aracnídeos. Entre em contato conosco e solicite um orçamento. Fones: (51) 3545-4999 | (51) 98111-4999 | (54) 99983-5959. Whatsapp: (51) 99749-4400. Atendemos em todo o Rio Grande do Sul.

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