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O mosquito Aedes aegypti pode transmitir diversas doenças ao ser humano, e isso não é novidade para ninguém. Mas você saberia listar as diferenças entre dengue, zika e febre chikungunya?

Cada enfermidade possui traços específicos. Reconhecê-los é importante para realizar o tratamento adequado, o que evita complicações clínicas mais graves.

Continue acompanhando o artigo de hoje e tire suas dúvidas sobre as chamadas arboviroses. Aproveite, também, para conhecer métodos de controle dos insetos urbanos.

Sintomas da dengue são semelhantes aos da gripe

Muitos casos de dengue são assintomáticos, isto é, passam despercebidos. Quando a vítima apresenta sinais de infecção, geralmente ocorre febre alta e de início súbito. O corpo chega aos 39, até 40 graus. Também pode haver dor de cabeça, cansaço, dores musculares, náuseas e dor atrás dos olhos. É por isso que alguns doentes acham que estão com gripe, devido à similaridade dos quadros.

Em geral, os sintomas da dengue regridem depois de uma semana, mas há situações que evoluem para cenários mais preocupantes. A atenção vai para a presença de sangramentos no nariz, na gengiva e nas partes íntimas. Outros indícios de hemorragia são as petéquias (manchas avermelhadas) e os hematomas.

As formas graves da doença são raras. Nessa etapa, pode ocorrer alterações neurológicas e cardiorrespiratórias. O atendimento médico deve ser imediato, pois, se o paciente entrar em choque, pode ir a óbito em até 24 horas.

Existem quatro sorotipos de dengue em circulação no Brasil. Quem já se curou do tipo 1 fica imune, mas ainda pode pegar os tipos 2, 3 e 4, por exemplo. Só que a reincidência aumenta os riscos de evolução para o quadro hemorrágico. Portanto, a prevenção é o melhor caminho para evitar problemas sérios de saúde. (Veja adiante como combater o mosquito transmissor da doença.)

O tratamento da dengue funciona à base de hidratação e analgésicos para aliviar a dor. Recomenda-se a administração de paracetamol.

Nunca use ácido acetilsalicílico (AAS) nem anti-inflamatórios. Esses medicamentos dificultam a coagulação do sangue, podendo agravar hemorragias.

Saiba mais: Febre amarela também é um risco nas cidades brasileiras

Febre chikungunya causa fortes dores nas articulações

A chikungunya é outra arbovirose causada pelo Aedes aegypti. O vírus foi identificado pela primeira vez na Tanzânia, na década de 1950. Também vem de lá o nome da doença. Em suaíli, um idioma local, a palavra significa “aqueles que se dobram”.

Essa descrição remete ao sintoma mais característico: dores intensas nas articulações. O desconforto é tão forte que os pacientes mal conseguem esticar o corpo ao ficar em pé. Para piorar, a artralgia pode vir acompanhada de inchaço. Já o estado febril é alto, assim como na dengue.

Vítimas da chikungunya costumam levar semanas até retomar as atividades normais. Isso porque as dores articulares são debilitantes. O tratamento pode envolver analgésicos, anti-inflamatórios e até corticoides. Como são remédios fortes, o acompanhamento médico se torna imprescindível para o controle da enfermidade.

A febre chikungunya não é considerada contagiosa de pessoa para pessoa. No entanto, existem relatos de transmissão em transfusões de sangue, transplantes de órgãos e da mãe para o bebê, durante o parto.

Zika pode levar a estado de paralisia

O zika vírus causa uma febre baixa. Em cerca de 80% dos casos, o indivíduo nem sequer percebe que foi infectado. Algumas pessoas também podem apresentar manchas vermelhas pelo corpo, confundindo esses sinais com sintomas de dengue. Outras complicações associadas são a conjuntivite e a coceira, que se espalha por diversas regiões corporais.

Embora não haja um remédio específico, paracetamol e anti-histamínicos colaboram para atenuar o quadro. Lembre-se: apenas um médico pode prescrever essas soluções com segurança.

A maneira mais conhecida de contaminação por zika é a picada do mosquito. Além disso, a transmissão pode ocorrer por via sexual, por transfusão de sangue e da mãe para o feto, ao longo da gestação. Trata-se de um perigo, uma vez que o vírus está relacionado a malformações congênitas, como a microcefalia.

Nos adultos, há correlação entre zika e a síndrome de Guillain-Barré. Essa moléstia autoimune ataca o sistema nervoso, ocasionando inflamação. A vítima sente dormência ou queimação nos membros, depois vai perdendo força muscular. Dependendo da agressividade, é possível que haja paralisia total das pernas, dos braços e inclusive das vias respiratórias.

A doença de Guillain-Barré atinge o ápice em duas ou três semanas, mas retrocede devagar. Por isso, pode levar meses até a cura completa.

tabela comparativa dos sintomas de dengue zika e chikungunya

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

Dicas para controlar o mosquito Aedes aegypti

Agora que você já conhece as diferenças entre dengue, chikungunya e zika, será mais fácil identificar os sintomas e buscar o tratamento adequado. Porém, não se esqueça de que todas essas arboviroses têm algo em comum: são transmitidas por mosquitos.

O vilão número 1 é o Aedes aegypti, aquele que se reproduz em água limpa e parada. Outra espécie, o Aedes albopictus, também desperta preocupação entre as autoridades sanitárias. Não bastando ser vetor das mesmas doenças, a criatura consegue sobreviver ao frio e adaptar-se facilmente às zonas urbanas.

Infográfico grátis - Previna-se da Dengue

Sendo assim, o controle de insetos consiste na principal medida para impedir infestações. Veja alguns cuidados que você deve tomar:

– Mantenha caixas d’água, latões de lixo e outros recipientes fechados com tampa;

– Limpe calhas, valetas e demais estruturas que possam acumular água;

– Remova pneus, garrafas e outros entulhos de seu pátio;

– Evite o acúmulo de água nos pratinhos dos vasos de plantas;

– Caso haja focos de mosquito nos arredores – em uma área pública ou num terreno baldio abandonado –, acione a Defesa Civil ou a prefeitura de sua cidade.

Saiba mais: Como limpar a caixa d’água e evitar riscos à saúde

Em paralelo a essas precauções, recomendamos o serviço de desinsetização de ambientes, conhecido popularmente como dedetização. O procedimento cria uma barreira protetora na área. Essa ação é tanto curativa, eliminando infestações já existentes, quanto preventiva, evitando que novas pragas se instalem no local.

As imunizadoras profissionais utilizam domissanitários autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses produtos são biodegradáveis e não agridem o meio ambiente.

A equipe da Hoffmann segue as melhores práticas no controle de insetos. Entre em contato conosco e solicite um orçamento! Fones: (51) 3545-4999 | (51) 98111-4999 | (54) 99983-5959. Whatsapp: (51) 99749-4400. Atendemos em todo o Rio Grande do Sul.

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