Cupim e madeira, definitivamente, não combinam. Ao menos para os donos de casa ou empresas. Os insetos corroem móveis e outras estruturas para se alimentar, causando prejuízos ao patrimônio de qualquer pessoa.
O que essa praga tem de minúscula ela também tem de poderosa. Afinal, controlar uma infestação não é tarefa fácil. Por isso, é importante conhecer o comportamento desses insetos, saber identificar os principais sinais da presença deles e evitar informações incorretas que circulam por aí.
Mas nada de óleo de cravo nem de querosene, ok? O serviço de descupinização só dá certo nas mãos de profissionais.
A seguir, reunimos curiosidades sobre cupins, esclarecemos alguns dos mitos mais comuns e mostramos por que entender o ciclo de vida desses insetos faz toda a diferença na prevenção e no controle de infestações.
10 curiosidades sobre cupins que ajudam a entender uma infestação
Os cupins estão entre as pragas urbanas mais difíceis de combater. Muito disso se explica pelo comportamento desses insetos e pela forma como vivem e se reproduzem.
Conheça algumas curiosidades que ajudam a entender por que uma infestação pode passar despercebida durante tanto tempo.
1. Cupins vivem em colônias muito organizadas
Os cupins vivem em colônias altamente organizadas, onde cada indivíduo desempenha uma função específica.
Os operários são responsáveis por buscar alimento, ampliar o cupinzeiro e escavar túneis que fragilizam móveis e outras estruturas de madeira. Os soldados protegem o território com mandíbulas poderosas e secreções de defesa. Já os reprodutores garantem a formação de novas colônias.
Essa divisão de tarefas permite que a infestação cresça continuamente, muitas vezes sem apresentar sinais aparentes durante bastante tempo.
2. Os cupins voadores são reprodutores
Tudo começa na primavera, com o tempo chuvoso e quente. É nessa época que os cupins reprodutores saem em revoada. Conhecidas como siriris e aleluias, essas criaturas caem ao solo, juntam-se em pares e procuram um local adequado para formar uma nova colônia.
São justamente esses cupins com asas os responsáveis por dar início a novas infestações. Quando chega a época das revoadas, o ciclo recomeça. Veja aqui como proteger sua casa dos cupins alados.
3. Cupim voador nem sempre significa infestação recente
Como dissemos, as revoadas de cupins costumam ocorrer na primavera. O clima mais quente indica aos insetos que é hora de sair do ninho. Aí, quando você percebe, há bichos sobrevoando em torno da lâmpada ou largando asas por todo canto.
Só que essas cenas nem sempre significam uma infestação recente. Muitas vezes, as criaturas já estão no interior das peças de madeira há meses. Talvez elas passem despercebidas em sua residência ou escritório, mas isso não quer dizer que não existam ali.
No inverno, os cupins diminuem o ritmo de destruição. As temperaturas mais baixas fazem com que o organismo dos insetos trabalhe mais devagar, retardando inclusive o ciclo de reprodução da colônia.
Mas atenção: o cupim sobrevive ao frio. Mesmo que você não encontre farelos – um dos principais indícios de infestação -, pode haver milhares de insetos escondidos no ambiente, apenas aguardando a próxima oportunidade para sair em revoada.
Saiba mais: Por que a primavera é a estação das pragas urbanas
4. Cupins podem aparecer em apartamentos
Pois é, cupins podem aparecer em apartamentos, mesmo em andares altos. É que, apesar dos cupins de solo estabelecerem a colônia alguns metros abaixo da superfície, isso não impede que eles busquem alimento onde quer que ele esteja, inclusive nas estruturas de edifícios.
Em atendimentos realizados pela Hoffmann, já encontramos infestações concentradas atrás de rodapés, guarnições de portas e armários encostados nas paredes. Ainda assim, a origem era a mesma: os insetos avançavam pela estrutura da edificação até alcançar esses pontos.
Confira um caso real que registramos no vídeo abaixo:
5. Cupins podem infestar canteiros de obras
O cupim de solo (Coptotermes gestroi) é um tipo de cupim originário da Ásia. Provavelmente, chegou ao Brasil em navios, atracando nos portos do Rio de Janeiro e de Santos entre as décadas de 1920 e 1930. Como encontrou condições favoráveis e poucos predadores naturais, espalhou-se pelas zonas urbanas do país.
Como essa espécie constrói o ninho em locais úmidos no subsolo, um canteiro de obras pode oferecer as condições ideais para a instalação da colônia.
Na prática, a infestação pode surgir em um prédio antes mesmo de a construção ficar pronta. Os cupins podem alcançar forros, paredes e os chamados caixões perdidos – peças de madeira instaladas em lajes de concreto.

6. Cupins podem comprometer fiações elétricas
Os cupins de solo podem percorrer fiações elétricas e chegar aos conduítes. Durante esse processo, a combinação de saliva, excrementos e outras substâncias produzidas pelos insetos contribui para deteriorar o cabeamento.
Em outras palavras, uma infestação pode aumentar o risco de curtos-circuitos na rede elétrica, uma das causas mais comuns de incêndios em edificações.
7. Veneno de cupim costuma ser apenas paliativo
A internet traz inúmeras soluções que prometem acabar com os cupins de vez. Óleo de cravo e óleo de laranja, por exemplo, são apontados como repelentes naturais. Infelizmente, essas substâncias dificilmente penetram o suficiente na madeira para alcançar o núcleo da colônia.
Já os venenos disponíveis nos mercados costumam funcionar apenas como paliativos. Cupins alados até podem ser atingidos por inseticidas comuns, mas eles representam apenas uma pequena parte da colônia.
Enquanto isso, os operários permanecem escondidos no interior de rodapés, batentes, esquadrias, vigas e móveis. Como são eles que mantêm a infestação ativa, o problema tende a continuar mesmo após a aplicação desses produtos.
Fique por dentro: Não use ácido bórico para cupim sem antes ler isso
8. Cupins não digerem madeira sozinhos
Ironicamente, os cupins não conseguem digerir a madeira por conta própria. Esse trabalho é realizado por microrganismos presentes no intestino desses insetos.
Bactérias, protozoários e fungos produzem enzimas capazes de quebrar a celulose. Depois desse processo, os nutrientes ficam disponíveis para alimentar os cupins.
9. Cupins também podem atacar papel, tecido e gesso
Embora o cupim de madeira seca prefira madeiras mais macias, como o pinho, sua alimentação não se limita a esse material.
Os cupins se alimentam de materiais celulósicos. Por isso, além da madeira, também podem atacar papel, papelão, tecidos e até gesso.
10. Cupins têm papel importante na natureza
Na natureza, os cupins desempenham uma função essencial. Ao consumir matéria vegetal em decomposição, ajudam a reciclar nutrientes, além de contribuir para a aeração e a drenagem do solo.
O cupim de montículo (Cornitermes cumulans), por exemplo, constrói estruturas capazes de regular naturalmente a temperatura e a umidade internas, inspirando estudos sobre arquitetura sustentável.
Contudo, vale frisar: esses benefícios existem apenas nos ambientes naturais. Em áreas urbanas, cupins são considerados pragas e devem ser controlados para evitar danos ao patrimônio.
Leia também: Broca de madeira, o inseto confundido com cupim
3 fake news sobre cupins (que a sua avó já espalhava por aí)
Você já deve ter ouvido bastante coisa sobre cupins, inclusive soluções “infalíveis” para eliminar a praga. Só que tem muita lenda circulando pela internet. Acompanhe algumas das mais comuns:
É mentira que produtos de cheiro forte acabam com os cupins
Querosene, vinagre, verniz, lustra-móveis, entre outros. A lista de produtos não profissionais indicados para “acabar” com os cupins é grande. E totalmente enganosa.
Não é a intensidade do cheiro que faz mal aos insetos, mas, sim, a presença de algum princípio ativo cientificamente comprovado. Inclusive, o veneno eficaz para uma espécie de cupim não será indicado para outra espécie, muito menos para formigas, baratas, percevejos…
Além disso, a probabilidade de esses produtos alcançarem a totalidade da colônia é mínima. Aí, sem matar a rainha, a reprodução dos bichos permanece.
Saiba mais: Por que o veneno de cupim não resolve a infestação?
É mentira que cupins não atacam madeira de lei
É certo que o cupim de madeira seca prefere a maciez do pinho, ou até de outros materiais celulósicos, como papelão e gesso. Os móveis antigos, feitos em madeira mais resistente, como peroba ou jacarandá, nunca são a primeira escolha do cardápio.
Mesmo assim, peças em madeira de lei podem ser atacadas quando o grau de infestação está alto ou quando esses móveis são o único alimento disponível.
Idem para compensados, que passam por processos de imunização antes de saírem da fábrica. Os tratamentos têm vida útil limitada. Resumindo, a aparente resistência do material nunca é páreo para o apetite voraz dos insetos.
É mentira que cupins comem concreto
Nenhum ser vivo pode se alimentar de material inorgânico, como areia e cimento. O que os cupins consomem são fibras celulósicas presentes nas madeiras, nos papéis e em alguns tecidos.
O mito de que esses insetos comem concreto vem do fato de que os cupins de solo conseguem ultrapassar vários obstáculos para chegar ao alimento. Isso inclui abrir galerias nas paredes, por exemplo.
Como saber se há cupins no imóvel?
Na maioria das vezes, os cupins permanecem escondidos no interior da madeira ou no interior das estruturas, o que dificulta a identificação da infestação nos estágios iniciais. Ainda assim, alguns sinais costumam indicar a presença da praga.
Entre os indícios mais comuns estão o aparecimento de farelos próximos aos móveis, pequenas perfurações na madeira, peças ocas, asas descartadas após as revoadas e túneis de terra, característicos dos cupins de solo.
Se você suspeita da presença desses insetos, vale a pena conhecer os principais sinais de infestação. Preparamos um conteúdo completo sobre o assunto: 5 sinais para saber se tem uma infestação de cupim na sua casa.
As 50 dúvidas mais frequentes sobre cupins
Se fôssemos contar tudo o que sabemos sobre cupins, este artigo ficaria gigantesco. Por isso, desenvolvemos um material extra para matar sua curiosidade.
Será que cupim ataca móveis de MDF? Hiberna no inverno? Temos uma cartilha que responde esses e outros questionamentos. Clique no banner abaixo para baixar o material gratuitamente:

É impossível acabar com cupins? Verdade ou mito?
Existe um mito de que é impossível livrar-se dos cupins, mas, na verdade, o que acontece é um manejo inadequado das soluções.
Primeiro, você deve criar barreiras físicas para impedir o avanço de cupins com asas. Instalar telas nas portas e nas janelas dificulta o acesso dos siriris ao interior da edificação. O uso de armadilhas luminosas, que capturam insetos noturnos, também pode ser útil.
Nos casos de infestação comprovada, recorra à descupinização. A popular “dedetização de cupim” pode ser feita de duas maneiras: injeção focal e pulverização.
Na injeção focal, aplica-se a substância curativa diretamente nos túneis escavados pelos cupins. O produto chega até o núcleo do ninho, eliminando os focos de infestação. Esse é o método recomendado para tratar móveis de luxo e outras peças delicadas.
Nos casos em que estruturas maiores estejam comprometidas, recorre-se à pulverização. Esse procedimento requer a evacuação do local por 24 horas para evitar a intoxicação dos ocupantes.
Se você tem uma empresa e não pode interromper completamente as atividades, uma alternativa é escalonar a descupinização por setores. Dessa maneira, enquanto um departamento está interditado, os trabalhadores podem ser realocados para outros ambientes, mantendo a operação da empresa.

Conte com a Hoffmann para acabar com os cupins
Por fim, fica o alerta: apenas imunizadoras autorizadas podem realizar o controle de cupins. Esse serviço requer conhecimento técnico para que todas as normas de segurança sejam cumpridas.
Tem outra: os domissanitários utilizados são de uso exclusivo dessas empresas. E bem mais potentes que os inseticidas de supermercado, vale acrescentar.
A descupinização também cria uma barreira protetora na área. Isto é: além de resolver a infestação atual, o procedimento bloqueia o acesso de novos invasores. São as chamadas ação curativa e ação preventiva.
Precisa desse serviço? Então chame a Imunizadora Hoffmann. Somos uma empresa Rentokil Initial e nossa equipe tem mais de 35 anos de experiência em controle de pragas.
Realizamos uma investigação técnica no local para identificar a espécie invasora e o grau de infestação. A partir desse diagnóstico, empregamos todas as medidas necessárias para resolver o problema.
Entre em contato conosco e solicite um orçamento para controle de cupins.
Fone: 0800 77 33 777 | WhatsApp: (51) 99749-4400. Atendemos em diversas regiões do estado do Rio Grande do Sul.





